Eu consigo ver rostos felizes no limo do muro.
Dragões, automóveis, e até um cachorrinho. O João Pedro foi quem viu o cachorrinho primeiro, depois juntos, descobrimos tudo isso e muito mais.
O tapete verde escuro, formado pela umidade, é macio e serve como pasto ao cavalinho vermelho, e também como campo de futebol, ou de concentração aos soldadinhos azuis, íamos colocar a pequena cerca de arame farpado ao redor, mas achamos que poderia caracterizar invasão de terra, apropriação inadequada, deixamos os soldados azuis livres com suas baionetas em punho.
Vamos criar um oásis?
A palmeira laranja não para em pé, apoiamos com pedrinhas. É inútil não tem raízes, vai morrer. A água do cocho é infinita, feita com plástico azul e amanhã depois da chuva de ilusão, vamos plantar um feijãozinho mágico, que foi trocado por dinheiro, em embalagem vazia de petít suísse para acabar com a fome mundial.