quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Brumosa

Foram para casa de mãos dadas. 
Em silêncio... 
Tudo lhe dizia que estava errado. 
Em frente ao portão soltou a mão dele e o olhou de frente: Bem, é isso, boa noite. Mas ao tentar se virar, sentiu uma mão a puxar com força, quase que com desespero forçando-a a se virar... Em uma fração de segundos, seus lábios se uniram, sôfregos, intensos, mas logo alguma coisa aconteceu, começaram a flutuar, depois foram desaparecendo devagarinho como a névoa tocada pelo sol, mas a escuridão foi se adensando ao invés de rarear, ela se viu em um quarto, em uma cama, e beijava compulsivamente outros lábios, a intensidade do desejo no entanto era a mesma, depois de mais um beijo longo, excitante, ele a forçou para baixo e a vontade de colocar as mãos, os lábios naquele corpo só aumentou, foi descendo pelo abdome, passou pelo umbigo e na altura do baixo ventre começou a chorar...

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